Paranatinga, 13 de Agosto de 2022

Regional

Cemitério onde cantora foi sepultada afronta Código de Posturas

Publicado 16/05/2022 15:22:38


Cemitério Municipal São Gonçalo, em Cuiabá, cuja precariedade ficou exposta no sepultamento da cantora e militante Hend Simone, está em desacordo com o Código Sanitário e de Posturas da cidade.

 

Vítima de um infarto, a cantora, de 30 anos, foi sepultada na quinta-feira (12) no cemitério, que fica no Parque Geórgia. Na despedida, parentes, admiradores e amigos se revoltaram com as condições do local.

 

A mais enfática foi a vereadora Edna Sampaio (PT), que fez um discurso na tribuna da Câmara de Cuiabá denunciando o problema.

 

“Tem covas abertas com corpos expostos. Imagina você estar em momento tão dilacerado, de perda de alguém querido, e ter que enterrar essa pessoa em um lugar como esse?”, afirmou.

 

O cemitério, que é administrado pela Prefeitura, desobedece artigos como o 109 do Código Sanitário de Posturas, que foi aprovado em 1992, durante a gestão do ex-prefeito Frederico Campos.

 

 

O correto seria que não permitissem mais que sejam sepultadas pessoas nesses locais que foram construídos de forma irregular

“As administrações dos cemitérios adotarão medidas necessárias a evitar que se empoce água nas escavações e sepultamentos”, consta no dispostivo.

 

Nas imagens divulgadas pela vereadora Edna Sampaio, é possível ver que há ao menos uma cova aberta, o que pode propiciar que a água fique empoçada.

 

Outro artigo desrespeitado é o 443, segundo o qual “toda sepultura deverá apresentar condições para que não haja liberação de gases ou odores pútridos, que possam poluir ou contaminar o ar e para que não haja contaminação de lençol d'água subterrânea, de rios, de vales, de canais, assim como de vias públicas”.

 

Se fosse um cemitério administrado pela iniciativa privada, o São Gonçalo seria interditado. O Código de Posturas é mais severo com as unidades privadas, de quem exige das empresas, em seu artigo 433, que mantenha "em perfeitas condições de higiene e limpeza o cemitério, benfeitorias e instalações".

 

Impactos ambientais

 

A engenheira florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Jaçanan Eloisa Milani, explica que para um cemitério funcionar é preciso passar por uma série de regulações que consiste na obtenção da licença prévia, de instalação e de operação.

 

Neste processo, o local é submetido a uma série de estudos ambientais para identificar os impactos que pode causar sobre o meio físico, biológico e social.

 

 

Um dos principais danos causados ao meio ambiente por projetos irregulares ou falta de manutenção, segundo a engenheira, é a poluição do lençol freático, o que contamina a água.

 

“Quando se fala de atividades em cemitério. é muito difícil reverter um dano, principalmente se tiver associado à contaminação do lençol freático. Então sim, essas áreas precisam passar por monitoramento contínuo e sistemático”, afirmou em entrevista ao MidiaNews.

 

Outro dano está associado à emissão de gases tóxicos. Milani explica que dependendo do que levou à morte da vítima que está sendo enterrada é possível que haja um novo tipo de contaminação.

 

A engenheira cita como exemplo vítimas que morreram devido ao câncer, já que, enquanto vivas, essas pessoas foram submetidas a tratamentos com quimioterapia. Com o tempo, os gases acumulados são liberados do corpo e caso não haja um sepultamento adequado, essa radiação pode contaminar o ar.

 

 

Fonte: Mídia News

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