Paranatinga, 15 de Agosto de 2022

Política

Sem provas de delator, MP pede para arquivar inquérito contra Pedro Taques

Publicado 22/03/2022 19:19:57


O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou pelo arquivamento da denúncia contra o ex-governador Pedro Taques (SD) sobre suposto esquema de caixa 2 na campanha de 2014 envolvendo empresa HL Construtora, que teria doado R$ 500 mil não contabilizados. Agora, caberá à Justiça decidir se arquiva ou não o inquérito.  

 

De acordo com o promotor eleitoral, Arnaldo Justino, todas as diligências da Polícia Federal no caso não demonstraram  provas novas. As declarações do colaborador, empresário Alan Malouf, foram refutadas por todos os depoentes, o que levou à PF pedir o arquivamento do inquérito.  

 

 

"Forçoso reconhecer que, após todas as diligências investigativas efetuadas no bojo deste inquérito, o único substrato do fato objeto deste feito refere-se a declarações de colaborador premiado, o qual não apresentou dados consistentes e elementos probatórios mínimos sobre a prática do delito noticiado", diz trecho do parecer do MP dessa segunda-feira (21).  

 

O MP ainda alegou que o empresário Alan Malouf foi vago em suas declarações, e que o próprio delator não soube indicar como ocorreu o alegado esquema, "já que afirmou não ter conhecimento sobre a forma do pagamento de R$ 250 mil supostamente repassado por Helmuth à Paulo Taques, a título de doação de campanha eleitoral de Pedro Taques, bem como disse não saber se o empresário teria realizado o pagamento da outra parcela, no valor de R$ R$ 250 mil à dita campanha eleitoral".  

 

"O colaborador não apresentou provas ou indícios da veracidade do fato, apenas indicou nome de pessoas supostamente envolvidas no fato tido como ilícito, as quais foram categóricas em negar todas as afirmações feitas pelo colaborador, aduzindo desconhecer a existência de tal estratagema", completa Justino.  

 

Para o MP, a ausência de qualquer inicio de prova, seja material ou testemunhal do suposto caixa 2, inviabiliza a investigação acerca de recebimento de valores de campanha e da sua omissão na prestação de contas eleitoral. "Em face do exposto, o Ministério Público Eleitoral promove o arquivamento do presente inquérito policial, em virtude da falta de justa causa para a persecução penal, requerendo, para tanto, a respectiva homologação judicial para todos os efeitos legais", conclui.  

 

Nas denúncias formuladas em seu acordo de delação premiada, o empresário Alan Malouf, que foi coordenador da campanha vitoriosa de Pedro Taques em 2014, apontou diversas doações de empresas que posteriormente não teriam sido declaradas na prestação de contas.  

 

Em relação a HL Construtora Ltda, Malouf relatou que a empresa doou R$ 500 para a campanha e que tal valor não constou na prestação de contas. O inquérito foi instaurado pela Polícia Federal por determinação da Justiça Eleitoral visando confirmar ou descartar a denúncia do delator.

Fonte: Gazeta Digital

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