Paranatinga, 24 de Maio de 2022

Política

Mauro avança sem adversários para reeleição em 2022, mas tem desgaste com servidores pelo caminho

Publicado 01/01/2022 17:35:23


Em agosto de 2016, em posição de favorito para ser reeleito, o então prefeito de Cuiabá Mauro Mendes desistiu de concorrer ao pleito. A justificativa era a vontade de ficar com a família, e a negativa da primeira-dama Virgínia Mendes. Agora, como governador, Mendes ainda mantém suspense sobre sua decisão, que deve ser divulgada até o mês de abril de 2022. Apesar das dúvidas, o democrata chega, mais uma vez, como favorito. Previsão de quase R$ 10 bilhões em obras com o programa ‘Mais MT’, que surgiram após organização das contas públicas e a recuperação da capacidade de investimento, e a falta de um opositor que tenha conseguido polarizar diretamente com ele levam ao caminho quase natural da reeleição.




Mas nem tudo são flores. Nestes três anos de mandato, Mauro travou duras batalhas com sindicatos, foi alvo de críticas por cortes em Revisão Geral Anual (RGA), aumento da alíquota dos aposentados, demissão de servidores da Empaer e mudanças na educação pública. Houve, ainda, os mais de 14 mil mortos pela pandemia de Covid-19, a baixa taxa de vacinação quando comparada a outros estados (inclusive o ‘rival histórico’ Mato Grosso do Sul) e as medidas sanitárias para conter a doença, por vezes consideradas ‘muito brandas’ ou 'muito restritivas', dependendo da cor partidária do deputado de oposição que fazia a crítica. 

 

Mauro assumiu o Governo do Estado, como sempre gosta de ressaltar, com as contas no vermelho. Os primeiros meses de gestão foram, então, para colocar o pé no freio dos gastos públicos e reorganizar a gestão. Com boa articulação política na Assembleia Legislativa – que na época era presidida pelo deputado Eduardo Botelho (DEM) – o governador conseguiu aprovar sua ‘minirreforma administrativa’, após sessão que durou quase 12 horas e atravessou a madrugada na Casa de Leis.



Na época, a mudança fo alvo de críticas. Uma delas era que a alteração na legislação ‘afungetava investidores’ e desrespeitava o cidadão. A minirreforma tributária elaborada pelo Governo do Estado foi acoplada ao projeto de revalidação dos incentivos fiscais enviado à Assembleia Legislativa. O texto não criava novos tributos, mas unificava regras e modificava alíquotas de contribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para alguns setores.

 

A Lei Complementar 612/2019 também extinguia nove secretarias, deixando apenas 16 órgãos de primeiro escalão na administração direta. Além disto, o Executivo passou a ser autorizado a extinguir cinco empresas públicas e de economia mista.



Outra ação de Mauro que incomodou, neste caso, os servidores, foi a da reforma da previdência, que passou a cobrar 14% de alíquota dos aposentados. Neste caso, a luta foi travada principalmente pelos deputados da oposição, que tentaram - mas não conseguiram - deixar isentos aqueles que ganham até o teto do INSS. As discussões ainda se estenderam para os que têm doenças graves e doenças raras, e algumas decisões ainda precisarão ser discutidas em 2022.

 

O ‘cabo de guerra’ com os servidores se estendeu pelos da Empaer – mais especificamente 61 que foram demitidos sem reconhecimento de vínculo e depois tiveram a situação modificada por decisão do Tribunal de Justiça – professores que não queriam voltar ao trabalho presencial e ficar expostos ao coronavírus antes de tomar a segunda dose da vacina, e policiais penais que, ao final de 2021, entraram em greve pedindo por melhores salários.



Em relação à Covid, as principais decisões na justiça foram contra as prefeituras, visto que eram elas as obrigadas a tomar medidas em relação à circulação de pessoas, mas o Governo atuou de forma orientativa. A vacinação começou em 18 de janeiro de 2021, em Várzea Grande, em claro sinal de que a ‘guerra’ e ‘competitividade’ entre Mauro e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), seguia a todo vapor. O primeiro vacinado em Cuiabá veio dois dias depois. 

 

 

Fonte: OLHAR DIRETO

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