Paranatinga, 20 de Outubro de 2021

Política

Grafiteiro denuncia ameaça após pintar "Bolsonaro genocida"

Publicado 04/06/2021 11:27:59


O grafiteiro cuiabano Jean Siqueira, de 38 anos, usou as redes sociais para relatar que foi ameaçado por um homem, que se identificou como policial militar, no Centro de Cuiabá, nessa terça (3). Em uma parede, Jean desenhou a figura da morte com os dizeres "Bolsonaro genocida". 

 

Na denúcia publicada no Facebook, o artista plástico e tatuador conta que fez a pintura em um local abandonado no Centro da Capital junto com um amigo. 

 

Em determinado momento, quando estava finalizando a pintura, ele diz que foi abordado por um homem em um Honda Civic cinza.

 

Jean relata que, quando voltava para casa, percebeu que estava sendo seguido pelo suposto policial militar, que também estaria fazendo uma filmagem em seu celular. 

 

O artista plástico então conta que questionou ao homem o motivo da gravação e teria ouvido que a pintura que tinha feito "era crime" e que ele poderia ser preso. 

 

"Perguntei o motivo, ele me respondeu que não poderia falar mal do atual presidente o chamando de 'genocida' e que poderia ser preso. Neste momento, falei que se eu estivesse cometendo um crime, ele poderia ir até o Batalhão chamar os policiais", diz trecho da postagem. 

 

Os dois teriam começado a discutir e, neste momento, o homem se identificou como PM e sacou uma pistola. 

 

"Ficou com ela [a arma] em punho, em seu colo dentro do carro. Em tom de ameaça, ele começou a tirar foto da minha casa, de mim e do meu amigo que me acompanhava. O homem falou para que eu 'ficasse esperto'. Relatei que já havia feito trabalhos para corporações, como a Rotam, e que nunca havia tido problemas desse tipo", escreveu o grafiteiro. 

 

Jean conseguiu tirar uma foto da placa do carro. 

 

"Continuou falando comigo em tom de ameaça, dizendo 'vocês vão ver se eu não vou fazer vocês apagarem esse grafite'. Consegui tirar uma foto da placa do carro, em seguida, ele evadiu do local. Alguns minutos depois, entrei para minha casa com medo das ameaças e meu amigo foi para a casa dele", diz trecho. 

 

Assim que entrou em casa, o amigo do grafiteiro enviou uma mensagem alertando que o mesmo homem estava na esquina da casa de Jean com outros dois homens, que começaram a ameaçar, ofender e chamar "para briga". 

 

O artista plástico registrou um boletim de ocorrência. 

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