Paranatinga, 25 de Junho de 2022

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Estado proíbe empresa que recebeu R$ 47 milhões pelo VLT de disputar licitações

Publicado 26/05/2022 20:18:44


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Política Quinta-Feira, 26 de Maio de 2022, 15h:21 | Atualizado:

 

FISCAL DA CORRUPÇÃO

Estado proíbe empresa que recebeu R$ 47 milhões pelo VLT de disputar licitações

Planservi Engenharia ainda terá que pagar multa de R$ 414 mil

DIEGO FREDERICI

Da Redação

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A Planservi Engenharia, empresa responsável pela fiscalização das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), foi multada em R$ 414 mil pelo Governo do Estado, que também a declarou “inidônea”. Ou seja, ela não poderá participar de outras licitações em Mato Grosso e outros estados brasileiros.

A Sondotécnica Engenharia de Solos também sofreu as penalidades, estabelecidas segundo a lei geral de licitações (nº 8.666/1993), por “cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos e prazos” e “atraso injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento”. A Planservi Engenharia assinou um contrato com o Consórcio VLT – Cuiabá/Várzea Grande, que deveria ter implantado o modal no ano de 2014 nas duas cidades mato-grossenses, no valor de R$ 47 milhões.

O objetivo do negócio era a fiscalização das obras, que saíram apenas parcialmente do papel e hoje estão paralisadas após gastos de R$ 1,2 bilhão dos cofres públicos. O governador Mauro Mendes (UB) trocou o modal e luta para implantar o BRT com custo menor ao VLT.

A Planservi esteve envolvida na Operação Ararath, que apurou crimes contra o sistema financeiro em Mato Grosso. No ano de 2015, o juiz da Quinta Vara Federal em Mato Grosso, Jeferson Schneider, autorizou a quebra dos sigilos de dados ou telefônicos do ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva e também do empresário Osvaldo Alves Cabral, apontado como representante da Planservi. A decisão do magistrado atendeu um pedido do Ministério Público Federal (MPF), em decorrência das investigações da "Operação Ararath", que apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no Estado através de "bancos piratas".

O MPF denunciou os dois suspeitos por lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.  De acordo com a denúncia, Julier, então filiado ao MDB com a intenção de disputar a prefeitura de Cuiabá, teria comercializado sentenças por intermédio de Osvaldo Cabral.

Na denúncia, o MPF detalha as relações entre o ex-magistrado e o empresário. "A investigação demonstrou que a relação entre o empresário Osvaldo Cabral e Julier Sebastião da Silva vai muito além da alegada amizade entre ambos. O empresário era um dos principais articuladores políticos de Julier, sendo também um homem de confiança que arcava com diversas despesas do magistrado, além de transferir mensalmente dinheiro a ele, emprestar veículo de luxo em troca de favores judiciais", argumenta.

Na denúncia, os procuradores citam um provável esquema para a liberação das obras do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande em 2012. A época, Julier deu uma decisão liberando a execução do modal de transporte orçado em R$ 1,470 bilhão.

É citado que a empresa Planservi Engenharia Ltda conquistou um contrato de R$ 47 milhões para supervisionar as obras. Em contrapartida, a Planservi contratou a empresa ADM Oeste, que pertence ao irmão de Cabral, por cerca de R$ 1 milhão. 

 

 

Fonte: Folha Max

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