Paranatinga, 19 de Maio de 2022

Política

Bolsonaro terá partido que dará condição de construir reeleição

Publicado 05/12/2021 11:09:34


Um dos grandes articuladores para a ida do presidente Jair Bolsonaro ao PL, o senador Wellington Fagundes afirmou que o partido reúne condições financeiras e políticas de garantir a reeleição do presidente.

 

Bolsonaro se filiou oficialmente ao partido no último dia 30 novembro, em um evento na sede do PL, em Brasília.

 

Em entrevista ao MidiaNews, o senador reconheceu, porém, que a sigla precisará ter humildade para construir pontes a fim de consolidar a reeleição de Bolsonaro.

 

"O PL é, hoje, o partido que tem as melhores condições para estruturar toda essa condição, ou seja, dele concluir o governo com grandes avanços e tendo acima de tudo o apoio no Congresso Nacional e, depois, a campanha à reeleição", disse.

 

 

 

 

A vinda do presidente para o partido transformará o PL em um dos maiores partidos do Brasil

Wellington ainda destacou que o partido buscará construir uma candidatura a Governo em Mato Grosso e citou como um dos possíveis candidatos o empresário Odílio Balbinotti Filho. 

 

"O Odílio Balbinotti Filho é uma pessoa boa, um homem sério, competente e que pode vir a ser um grande candidato e quem sabe até um grande governador de Mato Grosso", afirmou.

 

Leia os principais trechos da entrevista: 

 

MidiaNews - Quais os ganhos do PL com a filiação do presidente Jair Bolsonaro?

 

Wellington Fagundes - A vinda do presidente para o partido transformará o PL em um dos maiores partidos do Brasil. Hoje, o PL tem 43 deputados federais, quatro senadores, um governador. Mas, com a vinda do presidente Jair Bolsonaro, a gente acredita que virão no mínimo 20 deputados federais. Alguns senadores e ministros, inclusive, já assinaram o interesse em se filiar ao partido. São aqueles companheiro de primeira hora do presidente.

 

O partido está aberto a isso, para que a gente possa dar sustentação, nesse primeiro momento, à governabilidade de Bolsonato, ao aumento das conquistas sociais e, claro, organizar o partido para as eleições do ano que vem visando a reeleição do presidente.

 

MidiaNews - O presidente Bolsonaro adiou sua filiação ao PL pela repercussão negativa junto à base. O senhor pensou que ele pudesse recuar da decisão?

 

Wellington Fagundes – Não. Como você disse, ele apenas adiou, porque tinha muitas definições que precisavam ser feitas. O presidente Bolsonaro sempre disse que precisávamos fazer um casamento que tivesse, acima de tudo, um namoro para amadurecimento, um noivado consistente para que se chegasse à assinatura da filiação. Por que isso? Para justamente harmonizar os estados brasileiros, porque nós temos um país muito grande.

 

 

A eleição, hoje, está polarizada entre Bolsonaro e Lula. Dificilmente terá espaço para uma terceira via

MidiaNews - Há uma rusga entre o líder do PL, Valdemar da Costa Neto, e o presidente? Isso não pode levar Bolsonaro a apenas disputar a reeleição pela sigla e depois se desfiliar novamente, como fez com o PSL?

 

Wellington Fagundes – Não existe nenhuma rusga. Pelo contrário, o partido está totalmente unido. Não temos brigas internas. O presidente Bolsonaro encontra um partido totalmente organizado que dará condições para desenvolver tanto seu governo, já que o PL tem muita influência no Congresso Nacional, como também construir o projeto de reeleição.

 

Os projetos regionais e pessoais não podem sobrepor qualquer projeto maior que o interesse do Brasil, que é exatamente dar continuidade a esse governo democrático, com várias conquistas sociais, principalmente nesse momento que estamos conseguindo sair da pandemia, da retomada econômica, da volta das nossas crianças às escolas, da capacitação do trabalhador.

 

Um governo que criou o Auxílio Brasil e vários outros programas como o Casa Amarela, Família Forte. Um governo que valoriza a pátria, a família acima de tudo e a democracia também.

 

MidiaNews - A entrada do ex-juiz Sergio Moro na disputa dificulta a garantia de Bolsonaro no segundo turno?

 

Wellington Fagundes – A eleição, hoje, está polarizada entre Bolsonaro e Lula. Dificilmente terá espaço para uma terceira via e, por isso, acreditamos na força da candidatura do presidente Bolsonaro. Até porque ele soube enfrentar as dificuldades da pandemia. Todos os países desenvolvidos do mundo, como a Alemanha, estão lá sofrendo. A pandemia trouxe sofrimento a todos. Mas, mesmo na pandemia, o Governo conseguiu aumentar mais de três mil empregos no País.

 

MidiaNews - As pesquisas indicam Bolsonaro atrás de Lula e com baixa aprovação. O que acha desses indicadores?

 

Wellington Fagundes – Acredito muito que a população brasileira vai compreender a liderança do presidente Bolsonaro, um governo sem corrupção, um governo que vem tendo superações, mesmo diante da pandemia, com vários programas na infraestrutura. O governo Bolsonaro vem fazendo um grande trabalho.

 

Sabemos e temos a humildade de reconhecer que precisaremos construir muitas pontes para que a vitória do presidente Bolsonaro possa se consolidar e isso faremos com toda a dedicação e experiência de um partido sólido. O PL não é um partido que está sendo formado agora. Somos um partido consolidado.

 

O PL é, hoje, o partido que tem as melhores condições para estruturar toda essa condição, ou seja, dele concluir o governo com grandes avanços e tendo acima de tudo o apoio no Congresso Nacional e depois na campanha à reeleição.

 

MidiaNews - Seria temeroso um retorno do ex-presidente Lula ao poder?

 

Wellington Fagundes – Não, mas agora somos Bolsonaro. Nós estamos trabalhando 100% Bolsonaro e vamos trabalhar justamente para dar essas condições para a reeleição do presidente Bolsonaro. O nosso objetivo é esse. Não podemos ficar preocupados com adversários.

 

Nós temos que trabalhar muito, a eleição será no ano que vem e, principalmente, quem vai para a reeleição tem que estar preocupado com a boa qualidade de serviços à população. Atender o cidadão com geração de empregos, com programas sociais. Esse é o nosso papel. Mostrar tudo que o presidente tem feito para ajudar a população brasileira. Eu tenho certeza que a nossa responsabilidade é muito grande e no ano que vem a população brasileira irá compreender esse trabalho feito pelo presidente.

 

MidiaNews - O senhor foi eleito em 2014 com uma chapa que tinha o PT na composição. O senhor, hoje, se posiciona como um dos críticos do partido? Não acha que se posicionar ao lado do Bolsonaro, pode ser interpretado como uma “traição” pelos eleitores da esquerda?

 

Wellington Fagundes – De forma alguma. O PL é um partido que está estruturado e participa das atividades política brasileira há muitos anos. Eu tive oportunidade de participar de várias campanhas presidenciais desde o presidente Fernando Collor até a chegada do presidente Lula e agora, o presidente Bolsonaro. É mais uma etapa que vamos trabalhar para mostrar à população brasileira que nesse momento a política de centro direita vai ser a política que vai conseguir os avanços e as conquistas que a população brasileira precisa.

 

MidiaNews - Em sua visão, o que muda no desenho político de Mato Grosso com a filiação de Bolsonaro ao PL?

 

Wellington Fagundes – Mato Grosso é o Estado que o presidente Bolsonaro tem a maior aprovação, com 70% da intenção de votos. Além, claro, que com a chegada do presidente Bolsonaro, o PL passa a ser um dos maiores partidos do Brasil e em Mato Grosso não será diferente. Temos várias lideranças políticas, vereadores e prefeitos filiando-se ao PL. Daqui até março do ano que vem teremos muito mais parlamentares filiados. Com isso, vamos ter muito mais base através de liderança que, às vezes, nem tem mandato, mas que querem participar da política. Nós queremos construir um partido que será bom para Mato Grosso e que possa ajudar o Brasil.

 

 

Odílio Balbinotti é uma pessoa boa, um homem sério, competente e que pode vir a ser um grande candidato e quem sabe até um grande governador de Mato Grosso

MidiaNews – Como estão as negociações para sua reeleição? Há chances de o senhor desistir e optar por uma disputa ao Governo, por exemplo?

 

Wellington Fagundes – A minha posição é muito clara, o meu foco é a candidatura à reeleição, até porque entendo ser natural e sei que a população mato-grossense acompanha meu trabalho, um parlamentar municipalista. Eu sou vice-presidente da Frente Parlamentar Municipalista, presente em todos os municípios de Mato Grosso. Também a questão da infraestrutura, trabalhando para melhorar a infraestrutura de Mato Grosso, para ferrovia avançar até Cuiabá, até o Nortão. São tantas lutas que tivemos e isso será avaliado pela população. Tenho certeza que ao ser candidato à reeleição não estarei tomando lugar de ninguém e, por isso, vamos conquistar o apoio de lideranças, de outros partidos e também da população.

 

O meu foco, portanto, é ser candidato à reeleição e vamos trabalhar muito, porque as eleições serão no ano que vem e não podemos antecipá-la.

 

MidiaNews - Acha que com a entrada do Bolsonaro ao PL, o senhor será o nome da direita em MT?

 

Wellington Fagundes – O PL é um partido de centro e com a chegada do presidente Bolsonaro vamos fazer um trabalho abrigando a todos e seremos de centro-direita. Essa é a vocação ideológica que respeitamos e queremos aproximar a todos que querem vir para o PL. Eu sempre digo que não gosto de briga, sou um homem de luta e diálogo.

 

Eu não tenho como prática eleger inimigo, não. Eu sou um político de construir pontes, de buscar acima de tudo um bom relacionamento, porque exatamente no pluripartidarismo pode acontecer que o adversário de hoje seja o companheiro de amanhã. Não podemos fechar portas, principalmente num país como o Brasil que depende de muito equilíbrio, de muito trabalho de todos para convergirmos para um projeto maior. E hoje o projeto maior é o presidente Bolsonaro, é o PL.

 

MidiaNews - Nos bastidores a informação é de que o senhor gostaria do apoio do governador Mauro Mendes, caso vá à reeleição. Já chegou de conversar com ele sobre essa possibilidade?

 

Wellington Fagundes – Eu disputei a eleição contra o Mauro Mendes. Ele já foi do PL, me apoiou para senador e eu o apoiei para prefeito, disputamos a eleição para governador, terminou as eleições, eu fiquei em segundo lugar, ele ganhou e na segunda-feira eu já estava em Brasília trabalhando para trazer os recursos do FEX. Eu tenho certeza que o Mauro vai ser justo, mesmo que a gente seja adversários em reconhecer todos aqueles que estão ajudando Mato Grosso neste ano.

 

 

O presidente Bolsonaro é o presidente que mais repassou recursos na história para Mato Grosso. Nós vamos mostrar esses números

MidiaNews - Com relação ao Governo, qual melhor caminho enxerga? Manter Mendes no Paiaguás ou uma mudança? O senhor vê adversários para o governador hoje?

 

Wellington Fagundes – Essa é uma discussão que será feita daqui para a frente.  O PL teve a filiação do presidente Bolsonaro e agora vamos começar a conversar Estado por Estado. O que posso dizer é que estou dialogando e quero conversar com todos aqueles que querem ajudar o presidente Bolsonaro, tanto para concluir um bom governo, que é bom para o Brasil, como também para que ele possa ser um candidato reeleito. Isso é o projeto maior.

 

Onde houver o apoio ao presidente Bolsonaro, o PL estará, porque o PL é o Bolsonaro e o Bolsonaro é o PL. Nós vamos tentar construir e conversar com todos. Não vamos fechar porteiras. Agora, claro, o presidente Bolsonaro já disse que não dá para coligar com a esquerda. Essa decisão já está tomada pelo partido. Em Mato Grosso temos a possibilidade de conversar com muitos segmentos políticos e partidários.

 

MidiaNews – Inclusive com o DEM?

 

Wellington Fagundes – Todos que querem fazer a política de centro-direita.

 

MidiaNews - O encontro do Odílio Balbinotti com o presidente nesta semana indica que ele pode ser o candidato de Bolsonaro – e consequentemente do PL – ao Governo?

 

Wellington Fagundes – Eu conheço o Odílio Balbinotti Filho há muitos anos. Convivi muito com o pai dele no Congresso Nacional, o Odílio Balbinotti, uma figura extraordinária, um parlamentar extraordinário, extremamente atuante. Eles tiveram muito sucesso em investimentos, principalmente na região sudeste de Mato Grosso e hoje é uma empresa referência. O Odílio Balbinotti Filho é um empresário arrochado, competente. Eu já o convidei com todos os seus amigos para filiar ao PL, porque Odílio é Bolsonaro e todos àqueles que são Bolsonaro estamos convidando, assim como o deputado federal [José] Medeiros e outros tantos que querem defender a bandeira do Bolsonaro em 2022.

 

MidiaNews – O convite para ele se filiar ao PL é para que disputa a eleição ao Governo de Mato Grosso?

 

 

Onde houver o apoio ao presidente Bolsonaro, o PL estará, porque o PL é o Bolsonaro e o Bolsonaro é o PL

Wellington Fagundes – Toda candidatura majoritária tem que ser uma construção. Ele manifestou agora o interesse em ser candidato. Se ele entender com seus amigos de se filiarem ao PL, vamos discutir sim isso dentro do partido. O partido se constrói e se fortalece justamente com candidaturas fortes. O que quero dizer e posso adiantar é que o Odílio Balbinotti é uma pessoa boa, um homem sério, competente e que pode vir a ser um grande candidato e quem sabe até um grande governador de Mato Grosso.

 

MidiaNews - Ele é uma ameaça ao Mendes?

 

Wellington Fagundes – Cada candidato que se estruturar dentro de um partido forte, construir uma boa aliança e tiver condição de disputa passa a ser uma alternativa. O próprio governador Mauro já disse que não se pode esperar que teremos uma eleição sem disputa. Por isso, o PL tendo o presidente da República, vamos construir uma aliança em Mato Grosso para, primeiramente, ter espaço e condições para que o presidente Bolsonaro possa ser o candidato mais votado do Estado. Esse é o principal objetivo.

 

MidiaNews - Em termos de investimentos, Mato Grosso pode ter alguma vantagem tendo o senhor e Bolsonaro no mesmo partido?

 

Wellington Fagundes – Já está tendo há muito tempo. O presidente Bolsonaro é o presidente que mais repassou recursos na história para Mato Grosso. Nós vamos mostrar esses números. Na pandemia, as prefeituras, o Governo do Estado, receberam muitos recursos, a rolagem da dívida, a Lei Kandir, as transferências obrigatórias, os programas sociais que foram desenvolvidos, royalties do petróleo, recursos que nunca chegavam a Mato Grosso e hoje estão chegando.

 

Eu creio que a população vai acompanhar isso e vamos ter a condição de mostrar muito na campanha: um governo sem corrupção, um governo que acima de tudo valoriza a família, a pátria e todos aqueles que querem o bem do país.

Fonte: MIDIA NEWS

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