Paranatinga, 26 de Janeiro de 2022

Polícia

PF apreende veículos de luxo e até uma lancha no Lago de Manso em MT

Publicado 28/10/2021 11:36:50


Deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (28), a Operação Cupincha - segunda fase da Curare - apreendeu carros de luxo e até uma lancha.

 

Além disso, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais federais recolheram documentos, computadores e celulares, que deverão auxiliar na continuidade das investigações.

 

Dois veículos - sendo um deles uma Toyota Hilux SW4 modelo 2021 - foram apreendidos em Curitiba (PR). Já lancha foi apreendida no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães.

 

Os mandados foram expedidos pelo juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, e estão sob sigilo.

 

 

 

A Operação Cupincha, que investigou desvios na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, foi deflagrada visando a realização de diligências investigativas, bem como de identificação e de bloqueio patrimonial, em decorrência de supostos atos de corrupção e lavagem de capitais. 

  

Um dos presos é o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, que estava afastado do cargo desde 30 de julho deste ano. O outro é seu sócio, o empresário Paulo Roberto de Souza Jamur, que foi preso em Curitiba (PR). Um terceiro mandado de prisão ainda não foi cumprido.

 

A chegada de Rodrigues na sede da Polícia Federal foi flagrada pela reportagem da TV Vila Real (veja vídeo abaixo).

 

A Polícia Federal também encaminhou vídeos de mandados cumpridos em diversos endereços da Capital. Um deles foi na sede da empresa Hipermed Serviços Médicos Hospitalares. Houve também buscas e apreensões na sede da Cervejaria Cuyabana, em Várzea Grande.

  

Um outro vídeo mostra os agentes da PF vasculhando a residência de Célio Rodrigues.

 

Esquema na Saúde

 

A Polícia Federal apurou na primeira fase da Operação Curare que um grupo empresarial, que fornece serviços à Secretaria Municipal de Saúde, recebeu, entre os anos de 2019 e 2021, mais de R$ 100 milhões.

 

De acordo com as investigações, o grupo manteve-se à frente dos serviços públicos mediante o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém-transformadas para o ramo da saúde. 

 

Após o ingresso dos recursos nas contas das empresas intermediárias, muitas vezes com atividades econômicas incompatíveis, os valores passavam a ser movimentados, de forma fracionada, por meio de saques eletrônicos e cheques avulsos, de forma a tentar ocultar o real destinatário dos recursos. 

 

A movimentação financeira também se dava nas contas bancárias de pessoas físicas, em geral vinculadas às empresas intermediárias, que se encarregavam de igualmente efetuar saques e emitir cheques, visando a dissimulação dos eventuais beneficiários. 

 

Paralelamente, o grupo empresarial investigado na primeira fase da Operação Curare promovia supostas “quarteirizações” de contratos administrativos, que viriam a beneficiar, em última instância, o servidor responsável pelas contratações com a Secretaria Municipal de Saúde e Empresa Cuiabana de Saúde Pública, incluindo o pagamento de suas despesas pessoais. 

 

O nível de aproximação entre as atividades públicas e privadas dos investigados envolveu a aquisição de uma cervejaria artesanal, em que se associaram, de forma oculta, o então servidor público e o proprietário do grupo empresarial investigado.

 

 

Fonte: MIDIA NEWS

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