Paranatinga, 27 de Outubro de 2021

Geral

Usina de Manso opera com 19% da capacidade por causa do baixo nível do reservatório em MT

Publicado 31/08/2021 10:31:04


A Usina de Manso, em Cuiabá, está operando com 19% da capacidade total devido ao baixo nível do reservatório neste período de estiagem na capital. A capacidade máxima da usina é de 210 megawatt e, atualmente, a produção média é de 40 megawatt.

De acordo com a Furnas Centrais Elétricas, o reservatório está com uma elevação de 279,46 metros, o que representa um volume de 14,63% do total.

"A Furnas cumpre estritamente as determinações dos órgãos reguladores na operação dos empreendimentos hidrelétricos sob sua concessão. Os níveis dos reservatórios e a energia despachada são programados pelo ONS, responsável por operar o conjunto de reservatórios brasileiros de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança energética", explicou.

Durante uma reunião da Sala de Crise do Pantanal, no dia 4 de agosto, um representante da usina afirmou que o reservatório corre o risco de zerar em outubro, caso a estiagem continue.

Ao G1, o pesquisador do Serviço Geológico do Brasil, Marcelo Parente Henriques, explicou que o baixo nível dos rios já estava previsto para este ano devido aos impactos sofridos em 2020.

"O Rio Cuiabá tem atingido valores mínimos nesses últimos meses. Após a construção da usina, o rio passou a ter uma vazão controlada. Nem toda chuva que cai antes da barragem se transforma em volume de água, pois o operador é quem controla", explicou.

 

Para tentar evitar que o reservatório fique seco, a usina está trabalhando com apenas dois geradores. Segundo Marcelo, esse é o menor número de máquinas funcionando no local desde a crianção, em 1999. No entanto, com o baixo volume, os operadores estudam a possibilidade de desligar mais um gerador.

"A ideia é ganhar um tempo maior de vida útil do reservatório. No entanto, com isso, o volume de água liberado para o Rio Cuiabá se torna menor", explicou.

Segundo Marcelo, o primeiro impacto com a diminuição desse volume de água é a redução da capacidade de diluir poluentes. "Uma cidade como Cuiabá, junto com Várzea Grande, tem que ter um volume alto para atender todas as demandas", pontuou.

A expectativa é que no mesmo período em que o reservatório corre o risco de secar, outubro, ocorra chuvas um pouco mais intensas na capital, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Isso pode evitar o esgotamento de água do reservatório.

 

Fonte: G1

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