Paranatinga, 27 de Novembro de 2021

Geral

Bolsonaro é imbatível se tivermos voto real e eleição honesta

Publicado 23/08/2021 10:36:33


Envolvido em polêmicas desde que assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa em março deste ano, o deputado estadual Gilberto Cattani (PSL) se vê como uma baliza no Estado para  o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), cujo Governo defende como sendo o único honesto que o Brasil já teve.

 

Defensor do voto impresso, projeto "enterrado" recentemente no Congresso, Cattani acredita que não há adversário que poderá destruir o projeto de reeleição de Bolsonaro em 2022 e minimiza as pesquisas que têm mostrado o ex-presidente Lula (PT) à frente do atual gestor.

 

"Acredito que ele é imbatível se tivermos um voto real e uma eleição honesta. Basta ver por onde a gente anda. Eu vejo um outdoor do presidente em toda a cidade que vou, vejo uma bandeira do Brasil em cada fazenda que passo, vejo um monte de carro passando com adesivo do Bolsonaro e não vejo nenhum do Lula e nem de nenhum outro político", afirmou.

 

O parlamentar já foi taxado de homofóbico após uma postagem polêmica nas redes sociais e se defendeu afirmando fazer uso do direito à liberdade de expressão. Ele ainda considera que as críticas recebidas são consequência de ter um posicionamento político definido.

 

Ao MidiaNews, ele afirmou se ver como o único representante da extrema-direita no Parlamento estadual e diz sentir orgulho dos "ataques recebidos da esquerda".

 

 

A única classe que tem poder de parar o nosso país são os caminhoneiros. Se eles quiserem, fazem isso. Mas acredito piamente que eles não farão e que ainda existe um resquício de democracia vivo no nosso país

Cattani, que assumiu a vaga após a morte de Sílvio Fávero pela Covid-19, ainda falou sobre o seu projeto de reeleição em 2022, o que vê como uma tentativa de golpe contra o presidente e a polêmica envolvendo o cantor Sérgio Reis, o presidente da Aprosoja Brasil Antônio Galvan e o ex-ministro Blairo Maggi.

 

Confira a entrevista abaixo:


MidiaNews – Uma polêmica se criou na última semana após a convocação feita pelo cantor Sérgio Reis para paralisar o País caso o Congresso não abra um processo de impeachment contra ministros do STF e o voto impresso não seja implementado. O senhor também defende essa manifestação?

 

Gilberto Cattani – O Sérgio Reis é uma pessoa excepcional, que estava comigo em Brasília e, depois de chegar em casa, mandou um áudio para um amigo dele. Quando você manda um áudio para um amigo seu, você está conjecturando. E julgaram ele pelas palavras finais, quando ele falou “olha, nós vamos fazer uma intimação, vamos fazer uma movimentação e aí vamos intimar o Pacheco para que ele tome uma atitude em defesa da democracia”. Que o STF como está agindo, realmente, está saindo fora das quatro linhas da Constituição. Foi isso que ele falou. E no final ele diz que temos que resolver isso. Mas ele está falando com um amigo.

 

MidiaNews – Na verdade, ele fala de paralisar o País. Em convocar caminhoneiros e produtores de soja e travar tudo.

 

Gilberto Cattani – Os caminhoneiros têm esse poder. A única classe que tem poder de parar o nosso país são os caminhoneiros. Se eles quiserem, fazem isso. Mas acredito piamente que eles não farão e que ainda existe um resquício de democracia vivo no nosso país.

 

Eu acredito que alguma atitude vai ser tomada. Você não pode prender uma pessoa sem um inquérito, sem uma denúncia do Ministério Público. Vivemos em um estado democrático de direito e o direito é isso: a pessoa passar por todas as etapas da acusação, condenação e aí prisão. Não podemos ir direto a um ponto de simplesmente, por ser Supremo, de o camarada ir para a cadeia.

 

Temos um deputado federal que foi preso e continua preso, que foi pago a fiança e ele não saiu. E agora temos um presidente de partido [preso]. Você só vê isso nos países que não são democráticos. Então, alguma coisa precisa ser feita.

 

Agora, acredito que quem está com a razão nisso tudo chama-se Jair Bolsonaro. Ele está jogando dentro das quatro linhas da Constituição e vai usar o poder dele, como ele mesmo falou nas redes sociais, para entrar com um pedido dentro do Senado para que o brasileiro que o elegeu seja respeitado.

 

 

O [Antônio] Galvan tem os meus parabéns por representar a classe da qual ele é presidente

MidiaNews – Essa declaração do Sérgio Reis causou uma rusga entre o ex-ministro Blairo Maggi e o presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan. O que achou dessa situação? Acredita que a Aprosoja tem que entrar nesse assunto ou concorda com o ex-ministro?

 

Gilberto Cattani – A Aprosoja é uma associação dos produtores de soja e milho. Todos os produtores de soja e milho que conheço estão indo se manifestar, querem se manifestar, vão gastar dinheiro do bolso para ir na manifestação e acampar em Brasília. A associação tem ou não que representar esses produtores? Se ela é associação desses produtores, é óbvio que tem que fazer a vontade dos produtores ou então ela não representa a classe. Então, o Galvan tem os meus parabéns por representar a classe da qual ele é presidente. E vou repetir uma frase que escutei do Galvan: tem algumas pessoas que pensam no país e outras que só pensam em ganhar dinheiro.

 

MidiaNews – Acha que quando ele fala isso, é uma cutucada no Blairo Maggi?

 

Gilberto Cattani – Com certeza!

 

MidiaNews – Quanto ao pedido que deverá ser feito pelo presidente Bolsonaro ao Senado, acredita que pode prosperar? O Senado abriria um impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso?

 

Gilberto Cattani – Se tivermos um resquício de honradez lá dentro, deve prosperar. Precisa prosperar, porque é o que o país espera. O que as pessoas de bem esperam, no mínimo, dos seus governantes, é que sejam honestos. Pelo menos com a população. Lá na roça, a gente fala da situação de “rabo preso”. Se fulano tiver rabo preso, não vai colaborar para o impeachment. Mas ao mesmo tempo, se ele tem uma chance, pode tirar aquele que prende o rabo dele. Então, acredito que pode dar certo.

 

MidiaNews – Não acha que o presidente ofende as instituições ao partir para xingamentos contra um presidente de um Poder, como fez com Luis Roberto Barroso, que é presidente do TSE?

 

Gilberto Cattani – O presidente, antes dele xingar, só se defende. Meteram uma faca na barriga do camarada. Ninguém nesse país foi mais agredido que o presidente Jair Bolsonaro. As pessoas jogam bola com a cabeça do presidente. As pessoas achincalham o presidente dia e noite. Aqui na Assembleia Legislativa, o presidente é achincalhado em quase toda a sessão. Então, vejo o presidente se defendendo e muitas vezes defendendo o povo.

 

O que aconteceu no caso do Barroso foi que o presidente estava defendendo a nossa vontade. Queremos um voto que você possa auditar. E isso não é retrocesso, pelo contrário, é avanço. Se não me engano, só temos votação eletrônica em outros dois países: Butão e Bangladesh. Será que só Butão, Bangladesh e o Brasil estão certos e o resto do mundo está errado? Se você for jogar na Mega-Sena, quer o recibo ou você vai confiar que a Caixa vai te dar o dinheiro depois sem o recibo? Qualquer coisa que você compra, precisa de um recibo. É isso que queremos. E esse recibo não vai virar compra de voto ou comprovante de que votou na pessoa, porque ele vai ficar depositado na urna.

 

MidiaNews – Mas isso hoje, após ser arquivado, não é um assunto superado?

 

Gilberto Cattani – Pode até ser. Mas se o povo se levantar e pedir.. a Constituição não diz que o poder emana do povo? Então, acredito que esse assunto possa ser novamente levantado. E deve.

ngelo Varela/ALMT

 

O deputado estadual Gilberto Cattani: "Meteram uma faca na barriga do camarada"

 

MidiaNews – Entende que há ministros no Supremo que realmente querem derrubar o presidente?

 

Gilberto Cattani – Não só o Supremo, não só os ministros, mas existe uma força muito grande no nosso país, uma delas é a mídia. Não estou julgando. Existe isso em qualquer setor. Existe uma parcela da mídia que faz de tudo para derrubar o presidente e essa parcela da mídia é muito poderosa. E isso pode envolver muitas coisas, pessoas do Judiciário, pessoas do Senado Federal, da Câmara e assim por diante. Então, creio que existe um trabalho muito forte para que o presidente seja derrubado e isso é notório.

 

MidiaNews – Vê isso como uma conspiração da esquerda?

 

Gilberto Cattani – Não é uma conspiração da esquerda, mas uma conspiração daqueles que perderam as tetas que mamavam o tempo todo.

 

 

Meteram uma faca na barriga do camarada. Ninguém nesse país foi mais agredido que o presidente Jair Bolsonaro.

MidiaNews – Entende que existe um golpe em curso contra o presidente Bolsonaro?

 

Gilberto Cattani – Acredito que é um sonho da esquerda. Eles têm esse desejo.

 

MidiaNews – Mas só da esquerda?

 

Gilberto Cattani – Tem o João Dória, que é do PSDB. E o PSDB e o PT sempre foram aliados. Tanto é que agora, o Fernando Henrique que é o maior ícone do PSDB se declarou amigo do Lula. Inclusive, estão fazendo uma junção para encarar e tentar formar o que eles chamam de terceira via, ou seja lá o que for que eles querem. Ele nunca foi de direita. A pessoa de direita tem valores. Nós aprendemos muito com o Olavo de Carvalho, que nos ensinou o que é a doutrina das tesouras. Com a sistemática das tesouras, você faz de conta que é inimigo, mas no fundo, quando você fechar a tesoura, os dois se unem.

 

MidiaNews – Classificaria como "fala golpista" o presidente dizer que colocará as Forças Armadas nas ruas, dizendo que elas são dele, quando na verdade são do Estado?

 

Gilberto Cattani – Ele nunca disse que as Forças Armadas são dele. Ele disse que é o chefe supremo das Forças Armadas. E ele é. Todo presidente é. Se o Lula fosse eleito, ele seria o chefe, tanto que o Lula falou ontem que só vai conversar com as Forças Armadas quando for eleito.

 

O que o presidente disse isso, aí as pessoas já colocam de outra maneira e seguem repetindo da forma errada. Quando o presidente fez aquela demonstração dos tanques e todo mundo disse que era por causa do voto impresso, isso e aquilo, é nada... Aquilo lá existe há tempos. Eles estavam se deslocando para fazer um exercício em Goiás. Estava marcado desde março para aquele dia.

 

 

Creio que existe um trabalho muito forte para que o presidente seja derrubado e isso é notório

Passaram lá na maior simplicidade, em paz, convidando o presidente a participar dos exercícios. O presidente foi ovacionado por uma multidão que estava lá. Eu estava lá também. Não tinha nada a ver uma coisa com a outra. Mas as narrativas são criadas para tentar derrubá-lo.

 

MidiaNews – O senhor defende a intervenção das Forças Armadas nos poderes, como, por exemplo, no Supremo?

 

Gilberto Cattani – Não. Nem eu, nem Bolsonaro. Ele falou isso muitas vezes. Se ele quisesse, já tinha pedido, mas isso é um caso extremo, que está previsto na Constituição, no artigo 142, se não me engano, que diz que Forças Armadas é um órgão regulador dos poderes. Quando os poderes não estão funcionando, elas entram.

 

Mas acredito que os poderes estão funcionando, tanto é que o povo está se manifestando, e o artigo 1º da Constituição nos garante esse direito. O que não podemos é ser calados. Eu posso não concordar com nada do que o deputado Lúdio Cabral fala, por exemplo, mas vou lutar até minha última gota de sangue para que ele tenha o direito de falar o que ele quer. Isso é liberdade

 

MidiaNews – O ministro mato-grossense Gilmar Mendes é um dos que defende a adoção do semipresidencialismo como forma de separar a presidência da atividade governativa e atribuí-la ao Congresso. O senhor acha que essa seria uma saída para minimizar as crises políticas no país?

 

Gilberto Cattani – Eu não vejo uma crise política no Brasil. Eu vejo uma crise de abstinência da roubalheira que existia. Se a gente for comparar com a França, por exemplo, acho que seria muito bom a gente ver o que acontece em um país que usa em regime assim para ter uma noção do que é.

 

MidiaNews – Com o atual cenário, vê chances de o presidente ser reeleito? Ele é imbatível?

 

Gilberto Cattani – Com certeza. Acredito que ele é imbatível se tivermos um voto real e uma eleição honesta. Basta ver por onde a gente anda. Eu vejo um outdoor do presidente em toda a cidade que vou, vejo uma bandeira do Brasil em cada fazenda que passo, vejo um monte de carro passando com adesivo do Bolsonaro e não vejo nenhum do Lula e nem de nenhum outro político.

 

MidiaNews – Acha, então, que as pesquisas divulgadas até agora estão erradas?

 

Gilberto Cattani – Se elas estivessem certas, ele não era o presidente. Se as pesquisas valessem alguma coisa, ele perdia para todos no segundo turno na eleição passada. Não tem como acreditar em pesquisa depois da última eleição.

 

MidiaNews – Então como essa campanha vai ser motivada? Sem olhar para grandes pesquisas, apenas na força do povo, da rua?

 

Gilberto Cattani – Exatamente isso. A campanha deve ser conduzida como sempre foi. O que temos hoje é um presidente que foi eleito com a maioria dos votos brasileiros com um celular contra a Rede Globo. E isso inclusive veio com as novidades da tecnologia. A coisa mudou. E eu acho que muitos dos que criticam o que aconteceu vão usar esse mesmo sistema para tentar se aproximar [do povo].

 

MidiaNews – Deputado, o senhor fez uma visita recente ao presidente Bolsonaro. Conversaram sobre a sua candidatura à reeleição em 2022? O senhor pediu apoio dele?

 

Gilberto Cattani – Não, de forma nenhuma. Não pedi nada, tanto é que me perguntam se vou ser federal, mas não tenho pretensão, não ligo para isso. Mas vou à reeleição, porque acho que a gente tem muita coisa para fazer, assim como ele também precisa ser reeleito. Em quatro anos, não vamos mudar tudo e eu, com menos de dois anos, também não vou conseguir fazer muita coisa. Então, a gente precisa de um prazo maior para poder realmente mostrar serviço para a sociedade.

 

Mas eu não fiz nenhum pedido para ele na questão política. Levei uns peixes, inclusive levei matrinxã, mostrei o nosso salmão da Amazônia. E falei com ele sobre a piscicultura, a pequena agricultura, pedi ajuda nas questões dos assentamentos, porque tem duas leis que foram feitas nesse tempo da esquerda no poder que prejudicam demais e também a questão de pertencer ao Cade, que é o cadastro único. Se a pessoa ganhar mais do R$ 14 mil por ano no assentamento, ela é cortada do lote.

 

Nunca foi cortada, porque o Incra sabe que isso é um absurdo, mas ela é notificada porque ganhou mais de R$ 14 mil. É o comunismo puro implantado nos assentamentos. Falei sobre isso com ele, com o presidente do Incra, e com o senador Carlos Fávaro, que vai ser o relator dessa matéria.

 

 

A maior praga que temos em todos os setores da nossa sociedade, tanto na educação, como na agricultura, como em qualquer lugar, chama-se ideologia

MidiaNews – Essas pautas normalmente são ligadas à esquerda. O presidente está aberto a ajudar a agricultura familiar, o pequeno produtor?

 

Gilberto Cattani – O presidente é o único que ajudou a agricultura familiar, porque a esquerda tirou o nosso direito de propriedade. Quando você tira um direito de propriedade do cidadão, você tira tudo que ele tem. E o o Bolsonaro está resgatando para essas pessoas o seu direito de propriedade. Bolsonaro já entregou, até o ano passado, mais do que o Governo da Dilma, do Lula, do Temer e do Fernando Henrique somados. Isso sim é ajudar a pequena agricultura.

 

MidiaNews – O ex-presidente Lula aparece pontuando bem nas últimas pesquisas de intenção de voto e deve ser o candidato do PT em 2022. Como analisa a possibilidade de ele retornar ao Planalto? E se ele retornar, quais as consequências vislumbra para o País?

 

Gilberto Cattani –  O Bolsonaro foi ao Nordeste semana passada e foi recebido lá como um popstar, como se diz. O Lula também foi, tirou foto em um lugar que ele diz que é do MST, mas não é, com dois pés de alface na mão, com quatro pessoas do lado dele. Você acha que eu vou acreditar em uma pesquisa dessa? Que diz que ele está na frente? Se ele sair na rua, jogam ovo nele. Se o Bolsonaro sair na rua, todo mundo quer ir lá.

 

Agora, se o Lula ganhar podemos olhar aí para Venezuela, que ele diz que é uma democracia; para Cuba, onde temos um povo que se joga dentro do mar com um tambor de 200 litros, carregando a sua família em cima para tentar chegar aos Estados Unidos. Eu nunca vi ninguém fugir desse jeito dos Estados Unidos para ir para Cuba.

 

Você pode olhar para uma Venezuela, que o Maduro de quem o Lula é fã, as pessoas estão lá comendo seus cachorros, seus bichinhos de estimação.

 

E você pode olhar também para a Argentina. Os produtores da Argentina, por mais que tenham a melhor planta do mundo para ser plantada no solo, não vão mais plantar porque ficou inviável a agricultura na Argentina. Já chegaram a esse ponto lá.

 

A maior praga que temos em todos os setores da nossa sociedade, tanto na educação, como na agricultura, como em qualquer lugar, chama-se ideologia. Quando você faz tudo por ideologia, vê os nossos jovens passando de ano hoje simplesmente porque foram para a escola e não porque estudaram, porque aprenderam. E isso é muito maléfico para o nosso país. Então, ou vencemos a guerra cultural ou tudo vai estar perdido.

 

ngelo Varela/ALMT

 

Gilberto Cattani:"Eu me considero o único representante da extrema-direita"

Hoje os argentinos estão fugindo para o Brasil e nós reclamamos do nosso país. Então, Deus me livre de um Lula da vida chegar ao poder.

 

MidiaNews – O senhor tem feito diversas declarações polêmicas na Assembleia Legislativa. A última delas foi quando apresentou nota de repúdio a uma declaração da deputada Rosa Neide e foi condenado pelos colegas. Se sente intimidado na atuação legislativa por ser um dos poucos representantes da extrema-direita?

 

Gilberto Cattani – Eu me considero o único representante da extrema-direita, modéstia à parte. Tenho orgulho de ser criticado pela esquerda. É óbvio que a esquerda sempre estará nos criticando, porque de fato é uma guerra cultural que vivemos não só em Mato Grosso, mas no país. E diante dessa guerra, quando você toma um lado faz amigos e inimigos. Todo homem que tem posição tem essas duas categorias com ele. Então, me sinto privilegiado de ser criticado. Se eles estivessem gostando de mim, estaria mais preocupado.

 

MidiaNews – O senhor se envolveu em uma polêmica logo no início do mandato por conta de uma publicação nas redes sociais considerada homofóbica. No conselho de ética da Assembleia há um processo instalado e até ação no MPE. Se arrependeu da publicação?

 

Gilberto Cattani – Eu não me arrependo de ter feito a publicação, porque ela não é homofóbica. Eu nunca agredi ninguém, ninguém, nem homem, nem mulher, nem nada. Eu sou da paz. A agressão não está conosco, pelo contrário. Pegaram a publicação, desvirtuaram e criaram um factóide para me atacar. Foi isso.

 

MidiaNews – Mas e os membros da comunidade LGBTQI+ que se sentiram ofendidos. A fala deles não importa?

 

Gilberto Cattani – Claro que importa e para todos eu dei explicações. Tanto que os próprios grupos que representam a comunidade vieram aqui conversar comigo, recebemos muito bem, conversamos muito bem com todos. Eu não vejo essa coisa que tanto parte da mídia como os adversários fazem.

 

MidiaNews – Recentemente o ex-senador Cidinho Santos assumiu o comando do PSL. Como analisa o partido atualmente? Está favorável a essa nova direção?

 

Gilberto Cattani – Eu sou pró-mato-grossenses. Sou a favor do povo do Mato Grosso. Estou aqui para servir o povo, que foi quem me colocou aqui. Se o governador fizer alguma coisa de bom para Mato Grosso, como tem muitas coisas que tem feito, nós aplaudimos. Se fizer alguma coisa que não serve, criticamos. Nós somos livres e temos que servir o povo e não a governo ou partido.

 

 

A minha diretriz, a minha baliza é o Jair Bolsonaro. Quando ele falar “olha, eu quero isso”, nós vamos seguir essa linha. Eu estou com ele

MidiaNews – O senhor vai disputar a reeleição pelo PSL ou já está sendo “namorado” por outras siglas?

 

Gilberto Cattani – Eu sirvo como uma baliza aqui no Estado para um homem chamado Jair Bolsonaro, que é o primeiro presidente honesto que temos no nosso país. A única coisa que você não compra é honestidade. A minha diretriz, a minha baliza é o Jair Bolsonaro. Quando ele falar “olha, eu quero isso”, nós vamos seguir essa linha. Eu estou com ele.

 

MidiaNews – Vai segui-lo, então, para o partido que ele for?

 

Gilberto Cattani – Não estou falando de partido. Estou dizendo que sou fiel a Jair Bolsonaro, mesmo porque sabemos que a eleição de 2018 não vai se repetir. Naquela ocasião, Bolsonaro foi para um partido criticado, vilipendiado, que ninguém acreditava e o povo todo foi com ele. Isso não se repete na próxima eleição. O povo estará com o presidente, porém o presidente, na minha visão, vai escolher outros partidos para serem parceiros. E tenho certeza que um deles é o PSL. Então, estou muito tranquilo.

 

MidiaNews – Acredita, então, que o PSL vai caminhar junto, mesmo após aquela briga com o Luciano Bivar?

 

Gilberto Cattani – O Bivar é o presidente do partido, mas o PSL tem as suas regras a serem seguidas e é tão bom para o Bolsonaro quanto para o partido. Então, o Bivar tem que ouvir também as bases. É uma democracia. Então, acredito que o PSL estará na base do Governo. Mas vamos deixar ele decidir lá na frente e aí a gente vai ver.

 

 

Fonte: MÍDIA NEWS

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