Paranatinga, 30 de Junho de 2022

Cidades

Paciente com tumor perde movimentos após cirurgia e mãe cobra resposta sobre ação que apura erro médico

Publicado 20/11/2021 17:30:08


Foi em 2013 que Vitor Hugo Pereira Bachega, atualmente com 26 anos, precisou passar por uma cirurgia para retirada de um tumor no cérebro. O procedimento, porém, resultou na paralisia do paciente. Desde então, a mãe dele Sueli Pereira, vem travando uma verdadeira batalha na justiça com um processo de revisão de prontuário para apurar erro médico, além do ressarcimento dos gastos que não foram cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, o processo judicial teria 'desaparecido'. 
 


Antes da cirurgia, Vitor levava uma vida sem grandes problemas. Estudava e trabalhava como um jovem comum. Na época, o paciente tinha 17 anos e os sinais de que algo não ia bem começaram a aparecer como fortes dores de cabeça, que evoluíram para apagões e falta de controle sobre os movimentos.

Foram realizados diversos exames custeados pela mãe até o diagnóstico de um tumor no cabeça. Com a demora para realização da cirurgia que precisava ser feita com urgência, ela acionou a Justiça para que o rapaz fosse operado, sob risco de morte. Sueli narra que não era possível deixar o filho sozinho ou mesmo se deslocar sem supervisão, pois as quedas eram constantes.

Duas cirurgias foram para remoção do tumor, uma para colocação de sonda e uma para reparo de cicatriz aberta. Após procedimentos feitos no Hospital Geral, o paciente passou 15 dias em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros 65 em isolamento, se alimentando por sonda.

Desde o procedimento, Vitor nunca mais foi o mesmo. Ele acordou com parte do corpo paralisado, perdeu parte da visão, fala com muita dificuldade e não anda.

Sueli acionou a Defensoria Pública para mover ação contra Estado e hospital a fim de apurar erro médico, solicitar tratamento e equipamento para o filho cadeirante. Alguns processos tiveram sentença, porém o que tratava da conduta médica ela nunca teve resposta. 

Após alta, o paciente foi para casa e uma nova ação pedindo equipamentos como cadeira de rodas, cama especial, tratamento de reabilitação e cadeira de banho foi movida pela Defensoria. Além desses, um dos processos exigia revisão dos prontuários, apuração da conduta e indenização por conta da condição do rapaz, hoje aposentado por conta da deficiência.

“Eu sempre ia à defensoria ou falava por telefone. O que me diziam é que esse processo, do erro médico, estava parado. Depois que foi marcada uma audiência, mas eu nunca fui chamada. Trocou à defensora e eu continuei perguntando e cobrando como estava o andamento, o que me falaram é que não tem processo nenhum sobre isso. Fui a um advogado particular e ele também não achou. Como não tem se a antiga defensora me falou que estava esperando decisão?”, explica a mãe indignada.

A família mora em área rural de Campo Verde e o acesso à defensoria ocorria semanalmente, nas vezes em que o jovem seguia para fisioterapia e fonoaudiologia na cidade que fica a 45 quilômetros da casa onde moram.

“Eu quero saber onde está esse processo que eles me garantiram que estava demorando a tramitar. A última resposta que tive foi no dia 29 de junho, dizendo que olhou no sistema e que o processo estava em Cuiabá aguardando parece do juiz. Quero respostas. Meu filho tinha uma vida normal e promissora, não posso cruzar os braços e ver ele assim”, diz a mãe revoltada.

Conforme a mãe, posteriormente soube que outras pessoas também estavam na mesma condição. Acreditavam que as ações solicitadas estavam em andamento, porém elas sequer tinham sido instauradas. Em alguns casos a nova gestão pode iniciar o processo, mas outros mais antigos tinham prescrito, como é o caso de Vitor Hugo.

 


Procurada, a Defensoria Pública informou que se existe algum elemento sobre o sumiço do processo, a família deve entrar em contato com a Corregedoria para que a situação seja averiguada.

Outro lado

O Tribunal de Justiça se manifestou por meio de nota:


A Justiça informa que em relação às partes mencionadas existem três processos na Comarca de Campo Verde. Os três processos com sentenças transitadas em julgado e todas favoráveis às partes. A primeira sendo proferida em 14/11/2014, a segunda em 25/01/2015 e a terceira sentença em 16/02/2016. Após buscas em outras comarcas não foi localizada nova demanda judicial.

 

 

Fonte: OLHAR DIRETO

Entre no grupo do Paranatinga News no Telegram e receba noticias em tempo real. CLIQUE AQUI

Publicidade Áudio

Enquete

Na sua opinião qual investimento é mais urgente para Paranatinga

CONCLUIR HOSPITAL MUNICIPAL

ASFALTAR BAIRROS

MELHORAR ILUMINAÇÃO

SINALIZAÇÃO DE TRANSITO E RUAS

Anuncios

CURTA NOSSA FAN PAGE

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.