Paranatinga, 25 de Novembro de 2020

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Mulher é presa

Mulher é presa suspeita de matar o namorado por não aceitar separação e simular suicídio em MT

Publicado 15/10/2020 14:42:50


Uma mulher foi presa nessa terça-feira (13) suspeita de matar o namorado por não aceitar a separação, em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, Sergio Junior Barbosa da Silva, de 31 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça no dia 18 de setembro.

As investigações apontaram que a namorada dele, Meire Coelho do Santos, de 41 anos, foi a autora do crime e simulou uma cena de suicídio da vítima.

De acordo com a investigadora Daiana Vieira Padilha, que esteve à frente das apurações, a Polícia Civil concluiu que a vítima foi morta ao pedir a separação.

Meire nega as acusações e afirma que o marido se suicidou. O G1 não conseguiu localizar a defesa da mulher.

O delegado Herbert Yuri Rezende Figueiredo pediu a prisão preventiva de Meire, que foi decretada pela Justiça e cumprida pela Polícia Militar. Segundo a polícia, Meire é uma pessoa "impulsiva, agressiva e ciumenta".

Sergio e Meire estavam juntos havia sete meses. Ele era vigilante de uma agência bancária em Campo Novo do Parecis.

Sergio Junior Barbosa da Silva, de 31 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça feito pela mulher dele em Campo Novo do Parecis — Foto: Facebook

 

 

Investigação

 

Os policiais desconfiaram que não se tratava de um suicídio desde o dia do crime. Eles tiveram acesso a uma fotografia de Sergio ferido em cima da cama.

 

“Começamos a suspeitar desde o dia do crime pela forma que ele estava deitado na cama e com a arma entre a costela e o braço. Exames de necropsia também apontavam para homicídio”, explicou a investigadora ao G1.

 

A vítima foi atingida por um tiro na cabeça e socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.

Além da investigação, testemunhas e pessoas próximas a Sergio afirmaram que o relacionamento do casal era muito conturbado e que não existiam indícios de que o rapaz poderia se matar.

 

“Ela o agredia, ele sofria diversas formas de violência. Sergio afirmava para pessoas próximas que queria se separar, inclusive pedia ajuda. Ela era ciumenta, possessiva e eles tinham brigas calorosas motivadas por ciúmes por parte dela. Ele decidiu se separar e até procurou uma casa para sair logo”, contou a investigadora.

 

Sergio era uma pessoa querida por familiares e amigos. Ele era considerado uma pessoa alegre e religiosa.

 

Arma do crime

 

Durantes as investigações, Meire deu declarações contraditórias à polícia. Ela afirmou que a arma, um revólver 38, era de Sérgio. O segurança, entretanto, não tinha arma própria, apesar de estar em processo para adquirir uma pistola.

 

“No dia do crime eles tiveram outra briga, também por ciúmes. Ela quebrou o celular dele, quebrou o vidro do carro dele e, por fim, o matou. Depois, alterou a cena do crime e disse que foi um suicídio”, disse a investigadora.

 

Meire foi presa na delegacia da Polícia Civil e deve ser transferida para a cadeia feminina de Nortelândia, a 261 km de Cuiabá.

 

“A vítima não apresentava nenhum transtorno mental, fator de risco ou traço que pudesse levar ao suicídio”, finalizou a investigadora.

 

 

Fonte: G1

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