Paranatinga, 15 de Abril de 2021

Política

TCE manda prefeita de Poxoreu devolver R$ 42 mil

Publicado 17/01/2016


A prefeita de Poxoréu (240 km de Cuiabá), Jane Maria Sanchez Lopes (PSD), que alega ter sido vítima de um golpe no final do ano passado, tem 60 dias para ressarcir o montante de R$ 41.998,33 aos cofres públicos municipais. A administração realizou um depósito nesse valor para uma empresa de Campinas (SP), após receber ligações e e-mails cobrando uma suposta dívida de uma empresa de telefonia. 

A determinação é do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e circulou ontem no Diário de Contas. A ação inicial foi proposta pelo vereador da cidade, Fernando Alves Souza, sob a alegação de irregularidades e atos não autorizados. 

A prefeitura foi notificada do processo com objetivo de apresentar sua defesa, que deveria conter documentos que comprovassem o contraditório, mas o mesmo não aconteceu. A determinação de ressarcir o valor depositado vem ainda acompanhada de multas. 

A reportagem entrou em contato com a prefeitura, para falar com a prefeita Jane Lopes, mas não obteve sucesso. No entanto, o assessor jurídico do executivo municipal, Willian Xavier Soares, explicou o caso. “A chefe de gabinete começou a receber e-mails com uma cobrança, e, além disso, a empresa em questão passou a ligar aqui na prefeitura cobrando”, lembra. O homem que fazia contato se apresentava como servidor do jurídico do Banco Central do Brasil (Bacen-JUD). 

A administração passou a ser pressionada por esse homem, que em seu último ato, encaminhou uma liminar falsa, informando que se o pagamento da dívida com uma empresa de telefonia não fosse efetuado, as contas do órgão seriam bloqueadas. “Era final de ano, estávamos perto de pagar o 13º salário aos funcionários e fizemos um levantamento, e realmente tinha um débito com uma empresa de telefonia. Foi aí que depositamos para evitar o bloqueio e o não pagamento dos servidores”, lembrou. 

Eles só teriam desconfiados que haviam caído em um golpe quando o contato com a empresa foi cessado. Um boletim de ocorrência foi feito na Polícia Civil de Campinas (SP), de onde a empresa seria. Além disso, uma ação do Ministério Público de São Paulo também está investigando o caso. O município pede ainda o ressarcimento do valor, para que assim, ele volte aos cofres da cidade. “Ainda que fossem apresentadas tais documentações, no intuito de corroborar o arguido pela gestora (boletim de ocorrência, cópia de suposta decisão liminar, etc.), nada justifica a conduta de efetuar o pagamento de R$ 41.998,33 sem qualquer atesto da despesa!”, diz trecho da publicação do TCE-MT. 

Por fim, o jurídico da prefeitura informou que não comentará a determinação, uma vez que ainda não foram notificados. Ao ser questionado sobre o nome da empresa golpista, Willian não soube responder “pois estava atendendo ao telefone fora de sua sala”. A reportagem enviou um e-mail para o assessor, pedindo o nome da empresa e outras informações relevantes sobre o caso, mas até o fechamento desta edição, não obteve retorno.

 

 

Fonte: Diario de Cuiaba

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