Paranatinga, 16 de Abril de 2021

Mato Grosso

Pais de alunos especiais criticam Seduc por terceirizar profissionais e pedem mudança

Publicado 17/02/2021 15:28:34


Os pais de alunos da Escola Estadual de Ensino Especial Livre Aprender, em Cuiabá, não aceitam as mudanças que a Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vem implementando na unidade e querem que o Estado "considere a contração" dos professores que foram desligados do quadro da escola no início do ano.

Tânia Silva de Almeida, mãe do Davi de 26 anos e aluno da Livre Aprender desde os 4, reclama que o Governo tirou os professores do período vespertino e deixou somente projetos, mas não são todos os estudantes que têm capacidade de participar como é o caso de Davi que, segundo ela, não tem cognitivo nem de uma criança de 1 ano de idade.

O Governo do Estado lançou também pregão eletrônico para a contratação de empresa prestadora de serviços de auxílio e apoio aos estudantes deficientes (CAD) para estudantes que apresentam limitações motoras, cognitivas e outras. A adaptação dos filhos com esses novos profissionais preocupa os pais, que em carta dirigida ao secretário da Seduc, Alan Porto, acreditam que seja motivo de mais traumas.

"Os nossos filhos vão ser cuidados por pessoas não qualificadas, que não tem curso, tem pouca experiência e vão somente pelo trabalho. Que não tem o preparo de trabalhar com criança especial é o atendimento diferenciado, é o cuidar, o limpar, o dar banho, quando faz cocô, urina, vômito, tem que dar de comer na boca e não é todo mundo que tem esse perfil. Então, a gente está muito apreensiva", contou Tânia.

A Seduc informou ao  que a licitação é para a contratação do serviço do profissional [CAD] porque há a necessidade e eles vão auxiliar no serviço dos professores na locomoção dos estudantes até o banheiro (aqueles que não conseguem ir sozinhos), a trocar fraldas, ajudar na alimentação e que não ficam nas salas de aula.

Como ainda nos encontramos no período da pandemia da covid-19, a Secretaria acrescentou que neste momento não haverá a contratação destes cuidadores, porque as aulas ainda continuam na modalidade não presencial. 

Tânia, que também atua com alunos especiais no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) na Capital, observa que o CAD geralmente tem que cuidar de até três alunos em sala de aula.

"Eu estou angustiada, porque meu filho não fala, é autista, tem down, toma remédio para controlar a parada respiratória a epilepsia, está perdendo os movimentos e tem que dar a comida na boca, é difícil".

A assistente social Dilma de Camargo, mãe de Laís de 27 anos, que estuda na Livre Porto desde os primeiros anos de vida, pondera que a maioria dos filhos deles é "extremamente comprometida" e já confiava nos profissionais que levaram anos para conquistar a empatia deles.

"Esses professores que estão adentrando não têm experiências com turmas de alunos especiais. Eles têm, digamos assim, experiência isolada com um aluno. Então, estamos numa luta para que a gente não perca isso. Nós estamos totalmente fragilizados, nossos filhos adoeceram emocionalmente e fisicamente, a maioria deles", ressaltou.

Outra reclamação dos pais é que o secretário está "fugindo" de conversar com eles sobre a situação. A Seduc emitiu nota de esclarecimento em que diz que a reunião agendada com representantes dos pais, mas foi cancelada a pedido da presidente da Associação de Amigos do Autista do Estado de Mato Grosso (AMA), Kelly Cristina Viegas.  

 

Leia a nota Seduc:

ESCOLA LIVRE APRENDER
RESPOSTA SEDUC

REUNIÃO
A secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) confirma que havia uma reunião agendada com representantes dos pais dos alunos da Escola Estadual Livre Aprender, mas que foi cancelada a pedido da presidente da Associação de Amigos do Autista do Estado de Mato Grosso (AMA), Kelly Cristina Viegas.

TROCA DE PROFESSORES
Em relação à troca de profissionais na Escola Livre Aprender, a Seduc informa que:
Professores que atuam na classe hospitalar e atendimento domiciliar se inscreveram para a EE Livre Aprender. Por terem mais pontos, ocuparam as vagas. A maior pontuação significa que são profissionais que realizaram mais cursos de capacitação.

PREGÃO ELETRÔNICO
O pregão eletrônico é para contratação de cuidador educacional – nível ensino médio – para auxiliar alunos com dificuldade de locomoção, alimentação, entre outras. Esse cuidador não é professor e não atua dentro de sala de aula. A contratação do cuidador é feita quando solicitada pela escola.

 

Fonte: REPORTER MT

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