Paranatinga, 28 de Fevereiro de 2020

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POLICIA FEDERAL

Índios presos em operação recebiam pagamentos e benefícios para liberar exploração em terra indígena em MT, diz PF

Publicado 05/12/2019 11:01:50


Os três líderes indígenas da etnia Nhambiquara, presos na Operação Ybyrá na reserva Sararé, em Conquista do Oeste, a 570 km de Cuiabá, nessa quarta-feira (4), recebiam pagamentos e benefícios para liberar a exploração da reserva, segundo a Polícia Federal.

Durante a operação, também foram presos cinco madeireiros e encaminhados à delegacia da Polícia Federal de Cáceres, a 220 km de Cuiabá. Além disso, armas e documentos foram apreendidos.

Segundo a polícia, outros três suspeitos continuam foragidos.

A investigação começou depois de fiscalizações da Funai e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

 

Ainda de acordo com a Polícia Federal, os índios tinham o controle das terras e recebiam pagamentos regulares e benefícios como manutenção em veículos, e litros de combustíveis para liberar a exploração nas áreas indígenas.

“As investigações apontam que madeireiros ingressavam na reserva durante o dia, cortavam a madeira e já deixavam no local pré-determinado para que à noite os responsáveis pelo transporte entrassem na área e carregasse a madeira sem que fossem flagrados pela fiscalização”, explicou o delegado Carlos D'Angelo.

 

A exploração realizada na região era da madeira nobre Aroeira, que tem o corte em áreas nativas proibido. No mercado, cada tora lapidada de Aroeira é vendido a R$ 300.

 

Segundo o delegado, o crime ambiental também passa por quem compra essa madeira, pois são eles que sustentam toda essa atividade criminosa.

“Temos os índios e os garimpeiros que lucram com isso, mas também temos os empresários que vendem e colocam esse material no mercado. São esses agora que procuramos identificar como complemento do cumprimento dos mandados de busca e apreensão”, disse.

As investigações continuam para apurar o destino dessa madeira ilegal. Os presos na operação devem responder por organização criminosa e crime ambiental.

 

Investigação

 

A investigação teve início no ano de 2017, a partir de uma prisão em flagrante realizada em uma ação de fiscalização de terra indígena.

 

O foco da exploração ambiental investigada na operação foi a extração da aroeira, espécie que tem o corte proibido em floresta primária desde 1991 por uma portaria normativa expedida pelo Ibama.

 

No período da investigação foi realizada uma das apreensões foram apreendidas mais de 1,2 mil lascas de aroeira avaliadas em mais de R$ 50 mil.

A operação tenta também identificar outras pessoas responsáveis pela aquisição da aroeira, as quais serão indiciadas pelo crime ambiental e pela organização criminosa, bem como os imóveis serão apreendidos para ressarcimento ambiental.

 

O nome da operação faz menção ao significado das palavras “árvore, tronco, madeira” no dialeto tupi.

 

 

 

    Fonte: G1

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