Paranatinga, 14 de Abril de 2021

Cidades

Governo nega

MP aponta que secretário trabalhava para atender interesses de empresários; Governo nega

Publicado 03/05/2018 17:05:58


 

As investigações da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), que deram origem a operação ‘Rota Final’ apontam indícios de que o atual secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra), Marcelo Duarte Monteiro colocou seu cargo e prestígio a serviço do grupo criminoso que vinha fraudando processos licitatórios no sistema de transporte rodoviário intermunicipal do estado

O nome do titular da Sinfra é citado sete vezes na representação do Ministério Púbico Estadual (MPE), todas elas afirmando que o secretário participou do esquema fraudulento, supostamente articulado pelo empresário Eduardo Alves Moura, proprietário da empresa Verde Transporte.

De acordo com O MPE, a Sinfra vinha empregando meios para substituir o Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso (STCRIP/MT), aprovado em 2012 e que vem sendo implantado com sucesso em outros estados, para adequá-lo exclusivamente aos interesses dos empresários.

“Ardilosamente, foi lançado a elaboração “Modelagem e apoio às licitações de Transporte Intermunicipal”, sedimentando a intenção da SINFRA, leia-se MARCELO DUARTE, em substituir o STCRIP/MT aprovado em 2012, desenvolvido pela Fundação Ricardo Franco”, diz um trecho.

Em outro trecho, o MPE aponta que Duarte estava em total sintonia com a organização criminosa em frustrar a implantação do STCRIP aprovado.

Apesar dos indícios, Marcelo Duarte, assim como os deputados estaduais Dilmar Dal’Bosco e Pedro Satélite não foram alvos de mandatos de prisão e de busca e apreensão, como ocorreu com empresários e outros agentes públicos.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Sinfra, que não se posicionou sobre o caso. Ao Olhar Jurídico, o secretário de Comunicação do Estado, Marcy Monteiro declarou no último sábado (27) que Marcelo Duarte já prestou esclarecimentos ao Ministério Público e não teve nenhum envolvimento neste caso, assim como não foi alvo de nenhum mandado de prisão ou de busca.

A operação Rota Final, deflagrada no último dia 25 prendeu o empresário Eder Augusto Pinheiro, seus funcionários de confiança Max Willians de Barros Lima, Wagner Avila do Nascimento e o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Setromat), que também foram alvos de busca e apreensão.

Todos os detidos tiveram as prisões revogadas desembargador Giomar Teodoro Borges, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, atendendo ao pedido feito pela defesa de Julio Cesar Sales.

 

 

Fonte: Olhar Direto

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